quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sobre o que eu quero e não quero ao mesmo tempo...

Tá, eu sei que o título foi "meio filosófico", eu diria "meio puxado pro lado da Física Quântica".
Como dá pra querer e não querer ao mesmo tempo? Certamente estou meio que descobrindo como isso funciona, e é todo um processo que envolve o contexto psicológico de cada um.
Quando tá tudo certo, alguma coisa muda e aquele "E se...?" bate na sua porta. Você se pergunta o que fazer com essa maluquice de querer e não querer ao mesmo tempo... e por que o tal do "E se...?" incomoda tanto? Porque você teve, ou melhor, ainda tem medo, do que aconteceu, do que não aconteceu e do que pode vir a acontecer. Ou ainda, pode acabar absorvendo os medos alheios, as decepções dos outros e ter medo de passá-los pra quem não deveria.
E só depois de escrever isso, eu percebi que desviei mais do assunto do que tudo, por não saber o que quero e o que não quero ao mesmo tempo... enfim, pode render assunto para um próximo post.
Como de costume, vai a trilha sonora:

Richie Kotzen - High



(Gostou do texto ou só da música, me siga no Twitter: @lucasolsi

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Soneto de Fidelidade

        Como esse blog é meu e eu posto o que der vontade, fica aqui um dos meus sonetos preferidos, acompanhado da devida trilha sonora que eu escolhi:
Essa é uma versão instrumental de She Will Be Loved - Maroon 5. (Stones & Coconuts é o nome da minha banda, pra quem não sabe)
E finalmente:

Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sobre a coragem de fazer o que quiser...


               Vamos começar com uma pergunta: Se você quer algo, por que não vai buscar?

           Como eu gosto de definições, fui procurar no dicionário e achei isso quando procurei coragem: destemor, ânimo, firmeza de espírito, perseverança.
Quantas vezes eu deixei de fazer o que queria por falta de firmeza de espírito, por deixar o medo tomar conta da minha mente e afetar minhas decisões? Quando questionado recentemente, me perguntaram “Por que?”... minha melhor resposta foi “Sei lá, é difícil de explicar”. Realmente é difícil sair da zona de conforto, onde tudo é certo, a rotina é imutável e se arriscar em fazer o que der vontade.
            Tenho vontade de viajar pra algum lugar sozinho meio “com a cara e a coragem”, “a cara” tudo bem, é a menor das dificuldades, mas a coragem que é o problema. Seriam muitas novas situações e não sei se estaria pronto pra encarar tudo isso sozinho. Só como um exemplo, demorei 3 anos dizendo que iria entrar na academia, mas não queria ir sozinho, então fiquei esse tempo todo esperando alguém que dissesse “Vamos.”, mas demorou e “alguém” não apareceu; um certo dia acordei e disse “Pronto, hoje é o dia de começar”. 
                No meu conceito, coragem é algo que vem com o tempo, com as situações e com a maturidade. Você pode não estar pronto(a) pra fazer o que quiser hoje, mas pode estar pronto(a) em 6 meses. O segredo da vida é deixar o tempo fazer o trabalho dele e te mudar, te melhorar, quando for a hora certa, você vai saber o que e quando fazer. Mas se você realmente quer alguma coisa, vá lá você mesmo(a) e faça! Não espere por ninguém, se vire.
E, pra não perder o costume, minha indicação de trilha sonora pro texto:
Foo Fighters - Walk


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Música e seus "poderes"


Ao ver um título desses, você se pergunta: Poderes?!
E eu respondo: Sim! Lógico!


                Mas o que é “Música”? Procurando um pouco, encontramos que música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo uma pré-organização ao longo do tempo.

Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. Como "arte do efêmero", a música não pode ser completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples.

Não se trata somente de arte, trata-se de sentimento, eu diria ainda, uma das formas mais puras e belas de se expressar. Quantas vezes eu estive chateado, meio triste com a vida, sem clima pra nada e tudo o que fiz foi pegar um violão ou uma guitarra, compor ou tocar alguma coisa e me senti renovado, recarregado, tranquilo... em paz. Ouvir boa música também faz um bem incalculável. Deixo aqui algumas indicações do que tem me feito extremamente bem, boa música, vozes e arranjos que fazem bem pro coração:
City and Colour - The Grand Optimist


Jon Foreman - I Am Still Running

                Será que temos dado o devido valor à música? Será que estamos levando-a a sério? Essa parte é minha opinião sobre alguns músicos que a gente encontra por ai. Música não é só juntar sons e silêncio, não é só vozes e instrumentos, é sentimento e, acima de tudo, amar a música e o que se faz com ela. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Parágrafo 1... (Faça o que te faz livre)

 Bom, resolvi passar para as palavras aquilo que não sai da cabeça. 
Começando pelo título do Blog, "O que eu ainda não sei...", e pelo título do primeiro post, "Parágrafo 1".
Por que "O que eu ainda não sei"? Sinceramente, eu ainda não sei, mas devo entender algum dia e ter uma explicação bastante lógica (ou não). "Parágrafo 1", o início de quando começamos a escrever algo e também nome da minha (agora extinta) banda aqui em Cruz das Almas.
E eis que hoje eu resolvi mudar algumas coisas, resolvi escrever, resolvi voltar pra casa por um caminho diferente, resolvi usar uma afinação alternativa na guitarra, aprender algo novo, ver algo novo e, principalmente, ser alguém novo.
No meio de um "problema", um amigo me disse uma vez: Faça o que te faz livre.
Mas o que é ser livre?
Procurando pela internet, encontrei que ser livre é "conseguir dizer não para tudo que lhe faz mal, ser livre é ter escolha". Me deparei também com a definição de "conceito", do latim conceptus, que significa conter completamente.
Pensei bastante e cheguei à conclusão que vários de nós não aproveitam o verdadeiro "conceito de ser livre", de conter completamente a possibilidade de dizer não para tudo que nos faz mal.
           Aqui termina a primeira tentativa de escrever algo decente e livrar a mente. Deixo uma música que me fez refletir bastante...